A cor púrpura de Alicia Walker

11:12

Hello people, tudo bom?

Hoje vim com mais uma resenha suuper legal aqui para o blog!



Quando parei para ler esse livro, já estava preparada para a história que iria encontrar, mas não para a forma como ela seria relatada. 

Chocante. Comovente. Angustiante. Cômica.

Uma grande mistura de momentos que nos levam a pensar que a vida da personagem principal Celie é uma verdadeira caixinha de surpresas.


De inicio somos apresentados para uma criança Celie, que vive com os abusos do padrasto enquanto cuida da irmã mais nova, Nettie. Dos abusos Celie acaba ficando grávida e nas reviravoltas do destino é separada dos filhos e também se torna infértil.

Para se livrar do "problema" que Celie poderia ser o padrasto entrega-a para um velho homem, que a trata como esposa... e escrava.

Humilhação e estupro são coisas comuns para Celie, em seus pensamentos tomados pelo conformismo ela se entende como alguém que vai viver e morrer para aquilo, sem vontade de viver ou pensamentos para o futuro, totalmente traumatizada.

Ele me bateu hoje porque disse queu pisquei prum rapaz na igreja. Eu podia tá cum uma coisa no olho, mas eu num pisquei. Eu nem olho prus home. Essa é que é a verdade. Eu olho pras mulher, sim, porque num tenho medo delas.
Até que ela encontra a foto de Shug Avery, antiga namorada do atual "marido", por quem ele ainda mantem uma paixão.

Shug é uma mulher negra, independente, cantora de blues e que ama a si mesma e sua sensualidade. Algo realmente diferente para época e local ao qual Celie vivia.


“E eu num podia entender porque a gente vive se tudo que a vida faz na maior parte do tempo é fazer a gente se sentir mal.”
Aquela mulher se torna inspiração e amor a qual Celie se apega para sentir ambições.

Quando por motivo de doença Shug volta a fazenda do ex-namorado ela e Celie se aproximam de uma forma comovente, uma dando força para outra e em principal Shug ensinando para Celie que ela pode se amar (sexualmente e psicologicamente) como também pode amar.

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Não quero falar mais para não dar spoilers da trama, de como ela surpreende e é construída mesmo com as tristezas da época. 

A construção da narrativa também é algo muito impressionante, isso porque a autora utiliza de palavreado simples e algumas vezes chulo para demonstrar a falta de estudo de Celie, mas vai avançando ao longo do tempo a medida que ela toma conhecimento da vida e do mundo a sua volta.

O livro traz todo esse crescimento pessoal para uma personagem envolta nos preconceitos da época e no próprio preconceito que a personagem traz para si mesma. 


Quem você pensa que é? ele falou. Você num pode amaldiçoar ninguém. Olhe pra você. Você é preta, é pobre, é feia. Você é mulher. Vá pro diabo, ele falou. Você num é nada.
Recomendo fortemente a leitura de um livro com um material tão cheio de lições e de demonstração de amor em meio ao cenário de ódio.

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