Silêncio de Richelle Mead


Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo — todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis. O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas. Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.


Nota:

Editora: Galera Record.

Páginas: 280.

Eu nunca realmente li um livro da Richelle Mead, apenas dei uma folheada no primeiro livro da saga Academia de Vampiros, mas quando li a sinopse de Silêncio fiquei curiosa sobre como poderia ser uma história com tal perspectiva e sensação, o silêncio.

Além do que essa capa é linda DEMAIS!

Em uma vila distante onde todos são misteriosamente surdos a protagonista, Fei, se vê em meio a algo inexplicável... ela passa a ouvir sons!

Achei muito legal quando Fei vai atrás dos atrás dos registros do povoado para procurar algo sobre "como" é o som das coisas e encontra o livro que uma mulher escreveu quando todo mundo começou a ser levado pela surdez e esse foi um momento alto.

A descrição de sons simples para nós é algo incrivelmente bem descrito, você é lavada a isso, sua mente é tragada a entender daquela forma descrita os sons é perceber o quanto a descrição é delicada e verdadeira.

Eu muitas vezes via Fei como uma personagem forte, mas que algumas vezes deixava-a ser levada pelas inseguranças dentro dela sobre estar fazendo o melhor para sua irmã, Zhang Jing,  única família que lhe restou e a faz permanecer forte todos os dias. Também temos o jovem Li, que trabalha nas minerações e tem uma casta mais "baixa". Ele é do tipo aventureiro e corajoso a ponto disso colocá-lo em problemas.

Ao ver que agora outra situação está afligindo o povo e também sua irmã Fei e Li unem-se para descer a montanha na brava tentativa de ajudar todos com comida e com esperança uma solução para tais acontecimentos no lugar. 

“É por isso que as coisas nunca mudam, ele declara enfaticamente. Todos ficam apegados à maneira como as coisas sempre foram, e essa maneira está nos matando. Se vamos morrer de uma forma ou de outra, quero rumar para a morte me esforçando para ter feito alguma diferença: tentando salvar a mim mesmo e aos outros. Somente viver um dia depois do outro já não basta. Tem que haver algo mais nesta vida, algo mais que se possa esperar.”

Nessa jornada não demora para o sentimento de ambos aflorar.

Achei que Richelle poderia explorar todas a misticidade oriental, mas ela acabou não o fazendo e apenas investiu naquilo que ela achou melhor. De certa forma foi uma história simples, mas com uma narrativa fluente e delicada a ponto de nos emergir a sensação do silêncio junto com Fei e aprender a ouvir novamente quando ela descobre o som das coisas.

Admiro pessoas que conseguem transportar os leitores a esse nível e apesar de sentir que o enredo em si poderia ser mais expandido e explorado também fiquei feliz com as sensações trazidas pelas escritora.

“Contudo, algumas palavras se repetem por toda a parte: mentira, morte e comida. Está claro que a maior parte das pessoas ao meu redor não acredita nas coisas que disse. Parecem estar imaginando que inventei tudo para me safar, e isso deixa meu coração pesado; não por fazerem uma ideia tão mesquinha de mim, mas por terem sido escravizados de tal maneira por este sistema, que agora estão apavorados demais para se libertar.”
Os últimos momentos são bem emocionantes e apesar de parecer que a história vai ter uma continuidade é preciso aceitar que se trata de um volume único. Vale falar que a crueldade do ser humano nesse livro pega bastante e como convivemos com ela e parecermos estar tão acostumados a ponto de ignorá-la para viver nossas vidinhas. 


Foi uma leitura calma, reflexiva e que pude terminar em um único dia e acredito que a sensação que o livro traz pode realmente te imergir então se você quer experimentar isso, mas sem esperar algo gigaaante da trama pode ler sem medo.


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