Objetos Cortantes de Gillian Flynn


Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.

Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.


Nota:

Páginas: 202.


Editora: Intrínseca.

Os livros da Gillian sempre me parecem a mesma coisa, não sei porque, mas sua escrita é bem marcante e tem seu próprio jeito... Mas nada disso torna seus livros chatos ou coisa do tipo, uma vez que sabemos que quando as revelações surgirem sempre são bem chocantes.

Objetos Cortantes nos mostra exatamente isso, é uma loucura como nos sentimos ligados a estranha, deprimente e cheia de segredos Camille ela chega a ser até meio... Mórbida.

É difícil explicar a cabeça dessa garota cheia de conflitos internos e externos. Surgem tantos "porquês" em nossas cabeças.

Wind Gap fica cerca de onze horas ao sul de Chicago. Curry generosamente me dera uma verba para uma noite de hotel e café da manhã, se comesse em um posto de gasolina. Mas assim que chegasse à cidade eu ficaria na casa da minha mãe. Isso ele decidiu por mim. Eu já sabia a reação que receberia quando aparecesse à porta dela. Uma rápida agitação chocada, a mão indo em direção aos cabelos, um abraço desajeitado que me deixaria ligeiramente inclinada para um dos lados. Um discurso sobre a bagunça na casa, que não existiria. Uma pergunta sobre a duração da estadia disfarçada com amenidades.

Temos sua pequena cidade cheia de moradores suspeitos, uma garota encontrada morta sem os dentes e outra desaparecida e a família de Camille, uma mãe que leva uma vida perfeita com o padrasto e com sua meia irmã que ela nunca chegou a conhecer direito.

Uma meia irmã, estranha assim como Camille.

Em alguns momentos eu me pegava com os medos de Camille, podia sentir a tensão, o medo a curiosidade tão forte como ela.

Não é possível parar de ler até entendermos o que esta acontecendo de verdade naquele lugar aterrorizante.

Quando finalmente fui levada ao final da trama, fiquei tão surpresa! Tão chocada!
Nessa história não ficamos apenas chocadas com a revelação de quem é esse assassino ou assassina, mas também da revelação de outra mente doentia que rondava Camille...

Um livro com poucas páginas, mas muitos mistérios e mentes doentias. Gillian mais uma vez consegue nos surpreender ao mostrar que alguns monstros reais podem se esconder com sorrisos amigáveis.

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